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Alguém prenda essa bruxa!


Carlos Alberto, Valdivia, Maicossuel, Fred, Emerson, Renato, Gilberto, Paulo Henrique Ganso...a lista não termina rapidamente. Mas o que esses jogadores têm em comum? Todos eles são exemplos de atletas no Campeonato Brasileiro às voltas com lesões e dificuldades de se manter na melhor forma fisíca. Outras edições do torneio já apresentavam problemas médicos, mas definitivamente o ano de 2010 ficará marcado como aquele em que com mais frequência as equipes sofreram com desfalques para o departamento médico.

O Fluminense pode ser considerado um dos times que mais sofrem. Emerson, depois de ótimas atuações, se lesionou e ficou um longo tempo afastado até que quando tentou retornar, jogou pouco mais de 15 minutos contra o Botafogo e novamente se machucou e dessa vez sem previsão de volta; Fred passou a maior parte do ano no estaleiro e quando parecia estar de volta, também sentiu nova lesão, saiu e ainda por cima criticou abertamente o DM por uma suposta volta precipitada; Deco é outro que completa a lista de importantes baixas tricolores. Cruzeiro e Corinthians também se ressentem por seus desfalques como Gilberto, Dentinho e Jorge Henrique.

A situação física dos jogadores pode ser dividida em dois campos distintos: uma preparação física inadequada e sucessivas lesões algumas bem sérias. No primeiro caso, pode-se pensar na falta de tempo disponível para os clubes preparem as suas pré-temporadas, em virtude de do número extenso de partidas, ou ainda nos exemplos de jogadores que vindo ao Brasil de outros centros do futebol não possuem a devida capacitação técnica para suportar uma maratona de jogos. As dificuldades para entrar em forma de Renato do Flamengo e Valdivia do Palmeiras retratam bem esse panorama.

Também existem os casos de atletas convivendo com lesões muito graves, vide Paulo Henrique Ganso do Santos e Maicossuel do Botafogo que somente retornam em 2011, e outros atormentados por uma quantidade absurda de seguidas contusões num intervalo de tempo muito curto. Por que? Inúmeros jogos próximos de meio de semana e final de semana, a própria dinâmica do futebol, em que a exigência física em termos de preparação e recuperação só tende a aumentar exponencialmente e até mesmo a qualidade duvidosa de gramados de estádios como o Engenhão e o formato um tanto quanto prejudicial das chuteiras.

Soluções para essas questões ainda não foram atingidas, o problema é muito complexo. Uma sugestão que aparece, na qual devo dizer que concordo, é adaptar o calendário brasileiro ao europeu. Fazendo isso, seria possível não apenas conter a saída em grande escala dos nossos jogadores como também reduzir a quantidade quase inumana de partidas e todo o desgaste sofrido pelos atletas. Pode não ser suficiente, pode haver outras medidas a serem tomadas, mas de qualquer forma esse já pode ser um começo. Enquanto nada muda, ainda teremos que conviver com tantas ausências importantes, clubes enfraquecidos e um campeonato abaixo do que ele pode realmente ser.

Quem para essa seleção?


Uma medalha de ouro olímpica em Atenas 2004, oito títulos da Liga Mundial e três títulos do Campeonato Mundial. O balanço da era Bernardinho não poderia ser melhor e o último desses triunfos aconteceu no domingo dia 10 de outubro ao vencer na final Cuba por 3 sets 0 (25/22, 25/14 e 25/22) em Roma na Itália.

A caminhada brasileira, como já se viu em outras oportunidades, começou titubeante não conseguindo encaixar o seu melhor jogo e sofrendo duas derrotas, uma para Cuba e outra para a Bulgária (esse ultrapassando as questões técnicas será abordada mais a frente). De qualquer forma, o permanente bom nível da seleção a levou até a fases finais, onde aí sim precisaria render todo o seu potencial. E foi realmente o que se confirmou com as perfeitas atuações contra Itália na semi-final e na final contra Cuba. Especialmente no último jogo, o fator decisivo para a conquista, sem dúvida, foi a segurança saque-recepção-ataques responsável por abrir uma boa margem de pontos nos dois primeiros sets, quando o desequilíbrio foi maior e mesmo no terceiro set, em que passado o equilíbrio inicial o Brasil também conseguiu abir uma vontagem considerável que permitisse administrá-la até a vitória.

Nesses momentos decisivos vale, obviamente, ressaltar a excelente atuação do oposto Leandro Vissoto. Se nas fases anteriores, ele não esteve na sua melhor forma e tendo dificuldades em manter uma regularidade na virada de bola, nos confrontos contra Itália e Cuba Vissoto foi o grande destaque da equipe, sendo o maior pontuador em ambas as partidas. Méritos também para os desempenhos do levantador Bruninho e do meia de rede Rodrigão. Mesmo Dante e Murilo (este ganhador do prêmio de melhor jogador da competição pela sua regularidade e ótimas perfomances anteriores) não estando 100% tecnicamente em todos os fundamentos, o trabalho coletivo e, claro, as jornadas inspiradas de Leandro Vissoto compensaram tal fato.

Dado interessante foi a ausência de alguma seleção européia nessa decisão, situação bem rara nesses últimos campeonatos. Será o fortalecimento de seleções americanas como Cuba e EUA ( acredito que sua eliminação na 3ª fase pela Itália tenha sido uma zebra) e a manutenção do grande nível do Brasil ou uma crise das seleções européias? Embora ainda seja precoce formar uma tendência quanta a essa questão, julgo serem as duas opções bem plausíveis, chamando a atenção para o fato de que nenhuma seleção européia apresentou algo novo em seu jogo: Rússia e Polônia decepcionaram, a Sérvia chegou ao 3º lugar sem muito brilho e a Itália foi mais longe do que todos poderiam imaginar talvez muito mais pelo apoio da torcida.

Um único acontecimento pode, na minha opinião, machar essa brilhante campanha: entregar a partida contra a Bulgária. É verdade que o regulamento foi feito para beneficiar a seleção italiana e levá-la por um caminho mais fácil até as semi-finais. Também é verdade que esse favorecimento merecia um protesto, mas seria a derrota planejada para a Bulgária a melhor forma de protestar? Decididamente não. Protestasse antes do ínicio do torneio. Se por um lado o que foi feito para a Itália descumpria todos os valores morais e esportivos, o que foi feito pelo Brasil desrespeitava os torcedores e os valores éticos no esporte.

Apesar desse problema no jogo contra a Bulgária, o que deve ficar registrado é a campanha tecnicamente primorosa da nossa seleção e não um deslize esporádico, que deve ser bem compreendido para se evitar repetições. E por fim, a pergunta que abre esse post está ainda sem respotas. Sempre aparece algum candidato para derrubar a hegemonia brasileira no voleibol masculino, foi assim com a Sérvia, com Cuba e com a Rússia, mas nenhuma delas se manteve. Problema maior talvez seja os EUA, adversário recentemente mais complicado do Brasil que chegou a nos vencer nas últimas Olímpiadas, mas que ainda não conseguiu retirar o Brasil no topo do ranking. Torcemos, então, para que por muito tempo essa pergunta fique sem resposta.

Um novo Brasil



O Mundial masculino de Basquete disputado na Turquia chegou ao fim no último domingo, no dia 12 de setembro, com surpresas, decepções e confirmações como toda competição que se preze. Canadá e Porto Rico podem ser considerados as decepções pelas precoces eliminações na 1ª fase mesmo tendo boas equipes; Lituânia e Eslovênia foram boas surpresas, a primeira sendo convidada ganhou a medalha de bronze e a segunda eliminada nas quartas-de-final pela Turquia; e claro uma confirmação foi o título dos EUA, que embora não tendo levado sua seleção principal foi muito bem representada por um time jovem e de muita qualidade com destaque para Kevin Durant.

Mas, esse post vai se concentrar mais na campanha do Brasil. Antes do início do torneio a perspectiva não era das melhores: os últimos desempenhos brasileiros em Mundiais foram negativos com atuações abaixo da média e faz precisos 14 anos que o nosso país disputava pela última vez uma Olímpiada (Atlanta 1996). Contudo, sobretudo graças à chegada do técnico argentino Rubén Magnano, o trabalho melhorou e, pode-se dizer, que os resultados qualitativamente avançaram.

Vendo friamente o resultado não avançou tanto, afinal em outras edições do Mundial o Brasil já chegou às oitavas-de-final. Foram as atuações que mostram como o trabalho está se desenvolvendo. Nas duas primeiras partidas contra seleções mais fracas, Irã e Tunísia, não se construi uma vantagem compatível com a diferença entre as equipes; contra os EUA, a seleção apresentou um grande jogo e equilibrado, perdendo apenas por detalhes; contra a Eslovênia o apagão do segundo quarto prejudicou qualquer possibilidade de vitória; e contra a Croácia houve a melhor perfomance do time brasileiro, garantindo a classificação em terceiro lugar para a fase seguinte. As oitavas-de-final marcaram o confronto com a rival Argentina. Nesse jogo, a seleção brasileira até se esforçou para se superar e fez um jogo bem equilibrado, porém não conseguiu marcar o destaque argentino Scola e perdeu por 93 a 89.

Analisando coletivamente o Brasil, houve sensíveis evoluções: percebe-se agora um trabalho mais organizado de armação das jogadas e estratégias mais bem traçadas de ataque e defesa. Quanto as participações individuais dos jogadores, aparceu algumas irregularidades como os bons momentos de Thiago Splitter e Marcelinho Machado e principalmente nosso melhor jogador o Marcelinho Huertas, ao mesmo tempo que outros jogadores não mostraram todo o seu potencial como Leandrinho e Guliherme Giovannoni.

Colocando na balança as maiores virtudes e maiores defeitos da campanha brasileira, acredito que o saldo tenha sido positivo. O papel da seleção ainda não atingiu um patamar de grande desenvolvimento como é o caso da Argentina, mas as melhorias, que nos colocam num nível intermediário do basquete internacional, já existem. Deve-se agora continuar o projeto com o técnico argentino Rubén Magnano, porque esse já vem se mostrando ser o caminho certo a seguir. Um bom resultado já veio, falta dar continuidade a isso e traçar planos para desenvolvimentos ainda maiores com resultados dignos de um grande país como o nosso.

Uma boa oportunidade para elevar o trabalho de resgate do basquete brasileiro será o Pré-Olímpico que será disputado na Argentina. O título dos EUA nesse Mundial e sua consequente classificação para as Olímpiadas podem facilitar o caminho do Brasil na tentativa de voltar a disputar os Jogos Olímpicos, já que nossa seleção poderia ocupar uma das vagas disponíveis junto com a Argentina. A dificuldade seria outras seleções que poderiam ocupar essas vagas como Canadá, Porto Rico e República Dominicana. Bem teremos que esperar para conferir se a evolução do Brasil pode tornar ou não esse caminho de volta para as Olímpiadas mais fácil.

"O Pelé do MMA"



Hoje decidi escrever o primeiro post sobre lutas e resolvi homenagear o maior campeão de MMA que o Brasil já produziu: Anderson "The Spider" Silva.


Anderson chegou ao UFC em 2006 e desde então não perdeu, sendo o único campeão invicto até agora. Sua primeira luta foi no UFC Fight Night contra o problemático Chris Leben e Anderson o nocauteou com extrema facilidade. Essa vitória o rendeu uma luta por cinturão contra o popular campeão dos médios Rich "Ace" Frankilin e novamente o derrotou inapelavelmente, uma verdadeira surra. Naquele momento, Anderson era o novo campeão dos médios do UFC.


Em sua trajetória defendo o cinturão, houve as vitórias devastadoras sobre Nate Manquartd, Rich Frankilin de novo, finalizações sobre Dan Henderson (unificando o cinturão do UFC e do PRIDE) e Travis Luter, além da vitória por pontos sobre um covarde Thales Leites. Mas três lutas merecem destaque: contra Damiem Maia, Chael Sonnen, e Forrest Griffin (apesar de não ter valido cinturão). Mas agora vamos por ordem cronológica.


No UFC 101 Anderson enfrentou o ex-campeão dos meio pesados Forrest Griffin em uma luta catchweight (em que dois lutadores de categorias diferentes lutam em um peso intermediário). Todos esperavam três rounds de pura trocação, porém não foi bem o aconteceu, e sim, uma verdadeira humilhação de Anderson sobre o valente e ótimo lutador Forrest Griffin (que cá entre nós só pega pedreira). Anderson bateu tanto que depois de levar outro Knockdown, Forrest praticamente pediu para parar. Um verdadeiro show do brasileiro.


Posteriormente, no UFC 112 o campeão enfrentou um especialista em jiu-jitsu: Damien Maia, substituindo o também brasileiro Vitor Belfort que machucou o ombro. Damien no pré-luta falou coisas que desagradaram o campeão, que entrou no octógono com a intenção de humilhá-lo. E durante três rounds o campeão o fez, misturando brincadeiras com golpes poderosos, Anderson desestabilizou completamente Damien. Mas a partir do quarto round ele continuou com a brincadeira, só que se esqueceu de lutar, chegando ao ponto de ser advertido pelo árbitro. No fim da luta Anderson pediu desculpas pelo comportamento.


Por fim o UFC 117 e com certeza o maior teste para o campeão: o falastrão Chael Sonnen. Chael sem dúvida exagerou e muito nas palavras para promover a luta, dizendo que ia humilhar e até aposentar Anderson. E por mais de quatro rounds e para surpresa do mundo Chael humilhou Anderson, derrubando-o facilmente e castigando no ground and pound, dominando completamente no chão ao ponto de dar "telefones" no campeão.

Já na metade do quinto round quando todos (inclusive eu) estavam pensando que estavam assistindo a maior zebra do UFC ( maior até que a vitória de Matt Serra sobre GSP) em um descuido de Chael Sonnen, Anderson conseguiu encaixar um triângulo e finalizá-lo, demonstrando ao mundo que tem coração de campeão, e assim manter o cinturão do UFC.



Anderson tem 7 defesas de cinturão, recorde do UFC. Então para terminar cabe a frase do comentarista do Premiere Combate Luciano Andrade e título deste post: “Anderson Silva é o Pelé do MMA”.


Diga ao povo que fico!



Esse techo da célebre frase de D.Pedro I se encaixaria perfeitamente na atual situação do atacante Neymar do Santos. O Chelsea estava disposto a pagar a multa rescisória de 79 milhões de reais para contratá-lo, mas o próprio jogador rejeitou a proposta milionária do clube inglês graças ao projeto idealizado pelo time da Vila: a partir de investidores e ações de marketing, seu salário subiu para 600 mil reais e a multa rescisória para 101 milhões de reais. Essa operação renderá boas consequências tanto para Neymar como para o Santos.

Para o atleta santista haverá pontos positivos em termos esportivos. Ficar mais tempo no Brasil (tomara que cumprindo todo o contrato de 5 anos) pode levá-lo a conquistar mais títulos, mais convocações para a Seleção Brasileira e se consolidar como ídolo de todo o povo brasileiro. Ou seja, sua carreira pode se valorizar de forma mais ampla ainda e então, na hora certa, receber uma proposta para jogar no exterior.

Também será importante para Neymar em termos emocionais. É inegável que ele ainda precisa amadurecer e esse tempo maior no Brasil o ajudará a equilibrar mais suas posturas, que por ainda não estar preparado para enfrentar os tablóides sensacionalistas da imprensa britânica poderia encontrar problemas de adaptação e assim, ter que fazer o que muitos jogadores,como Keirrison, já fizeram: tentar corrigir uma saída precoce com um rápido retorno ao Brasil para reestruturar a carreira.

Para o Santos as vantagens são evidentes: manter um excelente jogador que pode ajudá-lo a vencer mais competições importantes como o Campeonato Brasileiro e a Taça Libertadores, projetar a imagem do clube paulista para todo o mundo e trazer ainda mais recursos financeiros com marketing. Deve-se exaltar como a equipe brasileira acertou em não pensar com imediatismo e se deixar levar por uma grande quantia em dinheiro, mas priorizar uma valorização do jogador com posterior retorno econômico em maior escala.

A manutenção de Neymar faz parte de uma tendência que vem marcando o cenário atual do futebol brasileiro. Nosso mercado interno ganha força economicamente e consegue em alguns momentos repatriar grandes estrelas do futebol internacional, como Ronaldo e Adriano, e também segurar destaques dos nossos campeonatos como é o caso de Neymar. Certos dirigentes estão mudando a mentalidade e, felizmente, repensando a busca por fazer caixa imediato e pensando mais em consolidar ídolos e agradar os torcedores.

Enfim, torcemos para que as medidas do presidente do Santos influenciem outros dirigentes ainda com uma mentalidade limitada de vender incessantemente. Até porque ainda existem os casos de venda de joves atletas que nem passaram pelo profissional como os irmãos Fábio e Rafael que foram do Fluminense para o Manchester United.

Bom pontapé inicial



Na segunda-feira, dia 26 de julho, Mano Menezes foi apresentado como o novo treinador da Seleção Brasileira e fez a sua primeira convocação dos jogadores que participarão do amistoso do dia 10 de agosto contra os EUA em Nova Jérsei. Antes de analisar propriamente a lista dos convocados em si, vamos refletir um pouco sobre a primeira impressão deixada pelo ex-técnico do Corinthians no seu novo cargo.

Em primeiro lugar, foi extremamente agradável assistir a uma coletiva sem aquele clima de guerra e agressões constantes, uma marca registrada da era Dunga (que felizmente já acabou). Mano Menezes é uma pessoa muito inteligente, sabe se expressar muito bem, não se emploga demais diante dos bons momentos nem se frusta sem necessidade diante das adversidades, tem jogo de cintura para se desviar de perguntas polêmicas, sabe detectar as deficiências de estratégia, planejamento e organização e traz uma serenidade muito necessária ao posto. Podemos, então, esperar uma relação harmoniosa de respeito e bom senso entre treinador, torcida e imprensa.

A lista em si:

Goleiros: Vitor (Grêmio), Jefferson (Botafogo) e Renan (Avaí). Duas escolhas muito bem feitas as de Vitor e Jefferson, já a de Renan pode gerar alguma dúvida se era o momento certo, afinal poderia se chamar o Fábio do Cruzeiro.

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), Marcelo (Real Madrid) e André Santos (Fenerbahçe). Muito boas convocações em especial o retorno de Marcelo e a chegada do promissor Rafael.

Zagueiros: Thiago Silva (Milan), David Luiz (Benfica), Henrique (R.Santander) e Réver (Atlético(MG)). O zagueiro do time italiano era óbvio que deveria ser chamado, Réver já merecia uma chance desde os tempos de Grêmio, David Luiz vem sendo muito elogiado lá fora e é alvo de grande clubes como o Chelsea e Henrique talvez poderia ser substituído por Miranda do São Paulo.

Meio de campo: Lucas (Liverpool), Sandro (Internacional), Jucilei (Corinthians), Hernanes (São Paulo), Ramires (Benfica), Éderson (Lyon), Carlos Eduardo (Hoffeinheim) e Ganso (Santos). Destaque para volantes mais leves que sabem sair jogando, embora acho que Elias do Corinthians deveria ter sido convocado e não Jucilei e boas opções de criatividade em Ganso e Carlos Eduardo, porém teria levado Bruno César do Corinthians no lugar de Éderson.

Atacantes: Neymar (Santos), Robinho (Santos), André (Santos), Alexandre Pato (Milan) e Diego Tardelli (Atlético(MG)). Nenhuma objeção a ser feita, e sim, elogios à convocação de jogadores habilidosos como Neymar e Robinho e nenhum atacante apenas de área sem tanta técnica.

Podemos extrair dessa lista alguns sinais interessantes: houve uma preocupação em abaixar a média de idade da Seleção (essa tem média de 23,08 anos), em virtude do fato de que a equipe que foi à Copa era a mais velha de todas na competição. Para se fazer isso, foram chamados jovens jogadores com passagens por seleções de base como Jefferson, Ganso, Lucas e Neymar e outros jogadores já se pensando nas Olímpiadas com Renan e Rafael. Além disso, vemos que os atletas que jogam no Brasil também terão vez entre os convocados, prova disso foi o número recorde de jogadores que atuam no nosso país: 12.

Outros 2 pontos a serem discutidos são: alguns jogadores que passaram pela última Copa e não foram lembrados nessa convocação não podem ser esquecidos, afinal não se pode abrir mão de um Júlio Cesar, Maicon, Nilmar e Kaká, este dependendo de como estiver fisicamente; e a parte tática pode render boas variações durante os jogos. Mano Menezes gosta do 4-2-3-1, mas esses jogadores podem se revezar em outros esquemas como o 4-4-2 e o 4-3-3.

Enfim, o primeiro momento de Mano Menezes à frente da Seleção Brasileira foi positivo. Que continue assim com a mesma tranquilidade, organização e conhecimento de futebol que ele já provou possuir. E acima de tudo, mantendo a linha de um processo de renovação lento, gradual e seguro.




9 vezes Brasil!



Na noite de domingo, 25 de julho de 2010 em Córdoba na Argentina, a seleção masculina de vôlei conquistou o eneacampeonato da Liga Mundial vencendo a Rússia por 3 sets a 2 parciais de 25/22, 25/22, 16/25 e 25/23 (é isso mesmo 9 títulos corresponde a eneacampeão e o Brasil até nos ensina português). Parecia muito difícil no início da Era Bernadinho, a nossa seleção alcançar as 8 conquistas da Itália nesse campeonato. Mas, o que parecia tão difícil foi superado e o Brasil tornou-se o maior vencedor da Liga Mundial, muito em função do seu treinador.

Bernardinho foi uma figura essencial para a conquista brasileira esse ano por dois grandes motivos: o já muito falado e exaltado sistema de treinamentos feitos de maneira produtiva e incansável que permitiu a nossa seleção desempenhar com grande eficiência os fundamentos de saque, bloqueio, defesa e ataque; além da fantástica participação de nosso treinador em ter a percepção de quais foram os problemas que apareciam durante as partidas e como corrigi-los com rapidez.

É verdade também que em alguns momentos a Seleção Brasileira não apresentou o seu melhor jogo e, por exemplo, sofreu com irregularidades na recepção e no ataque. Para superar tais dificuldades foram necessários que os outros fundamentos cumprissem muito bem suas funções e isso aconteceu com qualidade principalmente na variação do estilo de saques e na armação dos bloqueios. Novamente nessa situação, o papel de Bernardinho foi importante ao traçar as estratégias capazes de reverter algum quadro complicado.

Além disso, é preciso ressaltar a relevância do forte grupo da nossa seleção. Jogadores como Giba e Dante, consagrados no cenário internacional do voleibol, permaneceram muito tempo no banco de reservas recuperando a melhor forma física e abrindo espaço para a chegada de novos jogadores como Leandro Vissoto e Lucão. A maneira como foi utilizado o elenco também merece destaque, pois todos os atletas tiveram importância significativa durante a campanha vitoriosa (especialmente na fase final Marlon, Sidão e Théo acrescentaram uma maior vitalidade à equipe).

As premiações também ilustram como essa passagem de gerações é muito bem realizada e não faz com que a seleção perca em força e qualidade de jogo. Substituindo o sensacional Serginho, o líbero Mário Júnior ganhou o prêmio de melhor atleta na sua posição e Murilo, apenas um coadjuvante nos outros anos, chamou a responsabilidade de liderar a equipe e não somente foi o melhor jogador da nossa seleção como também foi eleito o craque do torneio.

Esse processo de renovação vem dando muito certo: títulos no Sul-Americano, na Copa dos Campeões Mundiais e duas Ligas Mundiais disputadas, 2009 e 2010, que somadas as conquistas anteriores de 1993 (sob o comando do técnico José Roberto Guimarães), 2001, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007 (todas com Bernardinho) elevou o Brasil ao status de maior vencedor. Agora, o trabalho deve continuar se concentrando no próximo desafio: a busca pelo tricampeonato no Mundial de Roma.


Ele está de volta!

Para os saudosistas de plantão que vão começar a lamentar o fim da Copa do Mundo e olhar torto para o nosso querido Brasileirão ("Na Copa é que tinha jogo bom", eles diriam) vai um aviso: o Campeonato Brasileiro, depois de 1 mês parado, volta com força total com os clubes buscando reforços tanto aqui no Brasil mesmo como no exterior.

Como a janela de transferências internacionais foi antecipada e já está aberta (o que só deveria acontecer no dia 3 de agosto) em função de um pedido excepcional da CBF à FIFA, os jogadores contratados vindos de fora do país já podem entrar em campo. Segue abaixo uma lista dos times reformulados, que no geral tiveram sete trocas de técnico e 86 contratações na série A:

Atlético(GO): o time teve goiano teve como grande mudança a troca de técnicos: sai Geninho e entra Roberto Fernandes. Além disso, algumas contratações como Carlinhos Bala para tentar impedir que o clube seja o América(RN) de 2007.

Atlético(MG): o Galo se reforçou muito nessa parada e foi dele uma das mais sonoras contartações: a de Diego Souza, vindo do Palmeiras. Além do meia chegaram também o goleiro Fábio Costa, o atacante Daniel Carvalho e o zagueiro Réver, principalmente. Apesar das perdas de Muriqui para o futebol chinês e Correa para o Flamengo, o alvinegro de Minas tentará ser um dos candidatos ao título.

Atlético(PR): o Furacão contratou muito, mas poucos nomes de peso. O único mais conhecido que causou um alvoroço em Curitiba foi Guerrón, vindo do Cruzeiro. A perda mais considerável foi a do colombiano Valencia para o Fluminense.

Avaí: poucas mudanças. As principais foram a contratação do técnico Antônio Lopes e a volta do lateral Eltinho que estava no Internacional. Algumas perdas, mas de nenhum jogador tão importante.

Botafogo: o clube da Estrela Solitária trouxe de volta jogadores importantes: Jóbson e Maicossuel; contratou dois novos volantes: Marcelo Mattos e Elizeu; e apenas perdeu o zagueiro Wellington para o Cruzeiro.

Ceará: o Vovô trocou de treinador: saiu PC Gusmão e chegou Estevam Soares. Além disso, foram feitas contratações de pouco impacto como o meia Camilo ex-Santo André e apenas perdeu o volante Douglas Silva para o América(RN).

Corinthians: o Timão contratou o goleiro paraguaio Bobadilla para o lugar de Felipe que iria se transferir para o Genoa da Itália, mas como o negócio emperrou o goleiro brasileiro está afastado esperando outra proposta. Perda até então de 2 jogadores (indefinição quanto ao Felipe): Marcelo Mattos para o Botafogo e Esceduro para o Argentino Juniors da Argentina.

Cruzeiro: a Raposa se reforço bem, com as contratações de Cuca para o comando técnico, dos meias Everton, vindo do Fluminense e Montillo, carrasco argentino do Flamengo na Libertadores, do atacante Robert ex-Palmeiras, do zagueiro Edcarlos ex-Cruz Azul do México, entre outros. Mesmo perdendo jogadores como Kléber para o Palmeiras, Fernandinho para o Atlético(MG) e Guerrón para o Atlético(PR), o time de Minas é um dos candidatos ao título.

Flamengo: o Rubro-Negro carioca sofreu baixas significativas com a volta de Vágner Love para o CSKA Moscou, a ida de Adriano para a Roma e a prisão do goleiro Bruno. Tentando fazer uma campanha digna de atual campeão brasileiro, contratou Reanto Abreu, Val Baiano e Correa, entre outros, além de continuar sonhando com Ronaldinho Gaúcho.

Fluminense: sob o comando de Muricy Ramalho, o Flu vem como candiadato ao título. Bons reforços chegaram: o zagueiro Andre Luís, os volantes Valencia e Belletti, o atacante Emerson e há a possibilidade também da chegada do meia Deco. As saídas não foram tão sentidas como as do meia Everton para o Cruzeiro e do zagueiro Dalton para o Internacional.

Goiás: poucas mexidas, como as contratações do atacante Pedrão e do volante Carlos Alberto ex-Atlético(MG) e as saídas do volante Fábio Bahia para o Bahia e do zagueiro João Paulo para o Figueirense.

Grêmio: o Tricolor gaúcho trouxe o atacante André Lima do Fluminense, o zagueiro Patrick Borges do Pelotas e o lateral Uendel do Avaí e dispensou o atacante William e o lateral Bruno Collaço para a Ponte Preta.

Grêmio Prudente: nada de muito impactante. Contratou o atacante Geovane do Mogi Mirim e perdeu os atacantes Tadeu para o Palmeiras e Geovanne para o Guarani, o zagueiro Dênis para um time do Azerbaijão e o lateral Éder para o Atlético(PR).

Guarani: contou com as chegadas do atacante Geovane ex-Grêmio Prudente e do lateral Apodi ex-Bahia e dispensou o atacante Anderson Costa para o Santo André.

Internacional: o Colorado teve como filosofia de compras "o bom filho a casa torna", trazendo de volta o goleiro Renan, o volante Tinga e o atacante Rafael Sóbis. Também contratou o técnico Celso Roth para substituir o uruguaio Fossati, a promessa Oscar do São Paulo, o lateral Leonardo, vindo da Grécia e o zagueiro Dalton ex-Fluminense e perdeu Eltinho para o Avaí e Thiago Humberto para o Vitória.

Palmeiras: contratou o volante Tinga da Ponte Preta, realizou seu sonho de trazer de volta o gladiador Kléber e também conta com a chegada do técnico Felipão. Perdas foram 2: Diego Souza para o Atlético(MG) e Marquinhos para o Flamengo.

Santos: o Peixe manteve o trio formado por Paulo Henrique Ganso, Neymar e Robinho por enquanto. Perdeu o atacante André para o Dinamo de Kiev da Ucrânia, o goleiro Fábio Costa para o Atlético(MG) e trouxe o atacante Keirrison ex-Barcelona que estava emprestado à Fiorentina.

São Paulo: Mais perdas do que contratações: saída de Léo Lima para o futebol dos EAU, a volta de Cicinho para a Roma, Andre Luís para o Fluminense, Oscar para o Internacional e o atacante Henrique para o Vitória e apenas a chegada do desconhecido zagueiro Samuel do Joinville.

Vasco: o Gigante da Colina se reforçou muito para tentar sair da zona de rebaixamento. Entre os reforços estão Zé Roberto do Schalke 04, Éder Luís do Benfica, Felipe do futebol do Qatar, Nunes do Santo André e Irrazábal do Cerro Porteño, além do acerto da situação do meia Carlos Alberto com o Werder Bremen. As saídas foram de Souza para o Porto, Dodô para a Portuguesa e Phillipe Coutinho para a Inter de Milão.

Vitória: chegada dos atacantes Soares ex-Cruzeiro, Henrique ex-São Paulo e do meia Thiago Humberto ex-Internacional e as saídas de jogadores secundários como os atacantes Robert e Marclei para o futebol angolês.


Esportes- Copa do Mundo


O novo campeão

O 1º título mundial da Espanha levou muito tempo para chegar, mas quando chegou foi num momento extremamente merecido de puro encantamento técnico. Essa, sem questionamentos, é a melhor geração do futebol espanhol (Casillas, Piqué, Xavi, Iniesta, Fábregas, D.Villa...) e capaz de executar um estilo de jogo bem plástico e bonito à la brasileira (como o Brasil renegou suas origens com um futebol tã burocrático, coube a Espanha jogar um futebol que saltasse aos olhos).

Esse estilo de jogo espanhol chama a atenção por tantas qualidades que se sobressaiem: posse de bola, movimentação intensa dos jogadores, dinâmica de troca de posições, compactação dos setores, verticalização e velocidade das jogadas ofensivas e qualidade individual e criatividade de jogadores como Iniesta e Xavi. Até o sistema defensivo que poderia ser apontado como um defeit, mostrou-se consistente na Copa (sofreu apenas 2 gols) a partir do entrosamento dos defensores, principalmente as grandes atuações de G. Piqué, um zagueiro que vem evoluindo e esbanjando eficiência, e Casillas, um dos melhores goleiros do mundo.

A deficiência dessa equipe conseguiu ser amenizada: a definição das jogadas. Esse problema se deu devido a uma demora para se finalizar (raros foram os arremates de fora da área) e um poder de decisão mais enfraquecido pela má fase de F.Torres. E foi a partir do volume de jogo superior aos adversários e da perfomance de D.Villa, a Espanha contornou essa questão.

Excetuando o tropeço surpreendente contra a Suíça, a campanha espanhola foi irretocável e coroada na final contra a Holanda. A Espanha impôs a sua forma de jogar desde o início do jogo e venceu somente na prorrogação em função de violento estilo de jogo empregado pelos holandeses.

A Espanha provou, então, que é possível jogar bonito e vencer. Agora só nos resta esperar que nos próximos 4 anos até a Copa do Brasil de 2014 outras seleções se inspirem no atual futebol espanhol.



Terceiro Vice- Campeonato

Antes da Copa de 2010, a Holanda já havia conquistado o vice-campeonato em 2 ocasiões: em 1974 perdendo para a Alemanha e em 1978 perdendo para a Argentina. Tendo essas duas lembranças na mente, os holandeses buscaram uma nova estratégia para tentar o inédito título: o pragmatismo. Uma forma de jogar que não necessariamente era o ideal, pois ela havia mostrado com uma classificação tranquila nas Eliminatórias e belas atuações em amistosos que poderia jogar de maneira mais bonita.

Não se pode negar, entretanto, que o modo como a Holanda se comportou mostrou uma grande eficiência. Não foram vitórias das mais encantadoras do ponto de vista plástico, mas foram seguras e bem contruídas (ressalvas aos jogos contra Eslováquia e Uruguai). É verdade também que esse estilo limitou todo o talento de jogadores como Robben e Sneijder, embora tais jogadores conseguiram se destacar individualmente.

A decisão contra a Espanha foi uma exceção e contradição diante de tudo que a seleção holandesa vinha apresentando. A Holanda não conseguiu praticar o seu estilo de jogo e como se viu envolvida pela Espanha teve que apelar para faltas para tentar equilibrar a partida. Essa estratégia não funcionou completamente e a derrota foi inevitável.

A mudança de estilo da Laranja Mecânica (o jogo mais aberto de gerações como Van Basten e Bergkamp para o pragmatismo de hoje) não garante o título, não há uma cartilha de regras a serem seguidas para ganhar a Copa do Mundo. Ainda se continuar jogando dessa maneira, a Holanda é em potencial a única seleção não campeã com mais chances de alcançar o inédito título.


Obrigado, Boateng!

O agradecimento acima é feita ao jogador ganês que, na decisão da Copa da Inglaterra entre Chelsea e Portsmouth, lesionou Michael Ballack. O até então capitão da seleção alemã foi cortado da Copa e isso permitiu com que víssemos na África uma Alemanha privilegiando o talento e jogo bonito.

A ausência de Ballack deu aos germânicos a possibilidade de montar uma equipe jovem, tecnicamente talentosa, dinâmica e veloz. O meio-de-campo formado por Schweinsteiger, Khedira, Ozil, Muller e Podolski, em nenhum momento, sentiu a falta do badalado astro agora do Bayer Leverkusen.

Essa geração de grande nível técnico, é verdade, encontrou algumas irregularidades pelo caminho. A derrota contra a Sérvia na 2ª rodada é aquele tropeço normal que qualquer seleção está sujeita a ter e a eliminação para a Espanha na semi-final foi diante de uma seleção também de grandes valores técnicos e a melhor dentro da competição. A vitória na disputa pelo 3º lugar contra o Uruguai, ao menos, entregou um prêmio de consolação aos alemães.

Muitos desses jogadores por ainda serem jovens com certeza vão estar presentes na Copa do Brasil em 2014. O elenco de Muller, Ozil, Podolski, Lahm... esarão mais entrosados do que nessa última Copa e prometendo alcançar o seu tetracampeonato.


A volta da Celeste

Foi extremamente positivo ver o Uruguai retornar à categoria de uma das quatro melhores seleções do mundo numa Copa. A derrota para a Alemanha na disputa pelo 3º lugar poderia dar um sabor amargo à campanha uruguaia, mas de forma nehuma diminui a importância do feito dos jogadores uruguaios.

O começo não foi dos melhores. O confronto na estreia contra a França reduziu a esperança de muitas pessoas quanto ao que a Celeste Olímpica poderia produzir no torneio. Mas, a partir do momento em que Forlán chamou a responsabilidade para si e liderou seus companheiros, sua seleção cresceu muito de produção e proporcionou grandes atuações. Vale ressaltar também os belos desempenhos de Lugano, Fucile e Luis Suaréz.

E como falar do Uruguai sem mencionar a sua já típica garra! Foi ela que o ajudou a passar de um grupo complicado composto por África do Sul, França e México e travar partidas equilibradíssimas contra Holanda e Alemanha.

Torcemos agora para que essa grande campanha não se perca na história, mas pelo contrário, dê muitos frutos e inicie outros excelentes trabalhos não só para a seleção uruguaia em outras competições internacionais, mas também ajude a trazer de volta os times uruguaios como Nacional e Peñarol ao cenário de destaque do futebol mundial.


Esportes- Copa do Mundo



Quartas-de-final

Holanda2X1Brasil
Partida com 2 tempos completamente diferentes. Na 1ª etapa, o Brasil apresentou a sua melhor atuação na Copa: dominou a seleção holandesa, articulando boas jogadas ofensivas com um desempenho consistente de Robinho e anulou as maiores virtudes do adversário (Sneijder esteve sumido e Robben não conseguiu realizar a sua jogada de vir do lado direito, cortar para dentro e chutar). Mas o maior pecado do Brasil foi só ter feito 1 a 0 e não ter matado o jogo.

Na 2ª etapa, tudo deu errado: o Brasil sofreu, logo no início, um raro gol com falha de Júlio Cesar, se abateu, não conseguiu mais ter a posse de bola com qualidade, foi envolvido, sofreu a virada e por fim ficou 1 jogador a menos após a expulsão de Felipe Melo. Nessas circusntâncias, a seleção brasileira não conseguiu reagir e cedeu frente aos holandeses.


Uruguai1X1Gana Pênaltis: Uruguai4X2Gana
Um confronto que pode ser considerado um dos melhores jogos da competição. No começo, o Uruguai mostrou-se melhor criando situações de maior perigo de gol sem, contudo, aproveitá-las. Isso permitiu com que Gana evoluisse e fosse, aos poucos, avançando seus jogadores e produzindo bons lances a partir da metade do 1º tempo que levaram ao gol de Muntari.

A 2ª etapa foi marcada por um extremo equilíbrio com as 2 equipes se revezando no ataque. O Uruguai obteve o empate com a cobrança de falta de Forlán. O final do jogo foi muito emocionante com a expulsão do uruguaio Luis Suárez e o pênalti perdido pelo ganense Asamoah Gyan.

A partida foi levada para uma prorrogação também cheia de equilíbrio que não contou com um vencedor. Nos pênaltis, o melhor aproveitamento do Uruguai o fez chegar às semi-finais.


Alemanha4X0Argentina
Um duelo claramente de opostos: o jogo coletivo da Alemanha em alta velocidade explorando toques precisos pelos lados do campo e as individualidades da Argentina altamente dependentes das arrancadas e da criatividade de Messi.

O estilo alemão prevaleceu. O gol marcado por Muller no início do jogo permitiu aos europues esperar mais e sair com rapidez nos contra-ataques, aproveitando a insegura defesa argentina.

A Argentina em desvantagem teve que sair com tudo para o ataque, mas em função da falta de um espírito coletivo não conseguiu superar o bem postado sistema defensivo alemão. Além disso, cedeu muitos espaços para o contra-ataque da Alemanha construir sua goleada e garantir a classificação.


Paraguai0X1Espanha
Surpreendentemente, o Paraguai adotou um sistema de marcação adiantado que dificultou e muito o estilo de jogo espanhol. Essa situação também tornou a partida truncada e nehuma das 2 seleções capaz de executar bem seus ataques.

No 2º tempo, a necessidade de conquistar a vitória tornou o jogo mais aberto e prazeroso. Nesse sentido, houve 2 lances que possibilitaram a melhoria da partida: os pênaltis perdidos por ambas as equipes. Tais momentos desencadearam altas doses de emoção e equilíbrio.

Porém, coube a Espanha, uma seleção mais farta de jogadores técnicos, decidir o jogo. O gol único, numa jogada bem trabalhada por Iniesta, Pedro e David Villa, levou os europeus à categoria de semi-finalista.


Semi-finais

Holanda3X2Uruguai
A Holanda avançou à final tendo a menos convincente das suas atuações. No 1º tempo, abriu o placar num chutaço de Bronckhorst num momento ainda indefinido do jogo. Depois disso, o Uruguai cresceu e na base da valorização da posse de bola, toques curtos e compactação dos setores chegou ao empate com Forlán.

A etapa final assistiu a um confronto mais disputado com o Uruguai mantendo a mesma estratégia e tendo chances reais de classificação. Mas foi a Holanda, que graças a uma maior presença ofensiva (Van der Vaart, Kuyt, Sneijder, Robben e Van Persie), decidiu o duelo marcando mais 2 gols.

A chegada da Holanda à final, assim como toda a sua campanha, se deceu não a um estilo de jogo bonito, mas sim a uma grande eficiência.


Espanha1X0Alemanha
O estilo de jogo alemão que vinha encantando a todos sucumbiu diante da dinâmica espanhola. É verdade que a ausência de Muller fez diferença para a Alemanha, mas também é verdade que os germânicos foram acuados na defesa e não conseguiram pôr em prática suas maiores qualidades. Os espanhóis conseguiram executar a sua principal característica de movimentação, posse de bola e troque de passes refinados que não deixaram a Alemanha criar muitas chances de gol.

Esse mesmo estilo espanhol também carrega uma de seus defeitos, por sinal bem presente na semi-final: a Espanha só tenta marcar gols bonitos e, por isso, peca por uma maior objetividade. No confronto com a Alemanha, assim como em outros jogos, a Espanha teve dificuldade em converter em gols a sua superioridade, mas novamente venceu pelo placar mínimo.

A classificação da Fúria, embora jogando talvez apenas 70% do seu potencial, chega merecidamente à final por, mesmo não repetindo grandes atuações de um passado recente, ser no geral melhor que seus adversários. Minha favorita ao título!





Esportes- Copa do Mundo

Essa Copa pode não ser a mais brilhante tecnicamente com as seleções apresentando atuações das mais plásticas, entretanto não se pode negar que a emoção está presente quase que diariamente. Alguns exemplos disso foram certas situações emocionantes da 3ª rodada da fase de grupos, como o disputado Eslováquia3X2Itália pelo grupo F, a decisão no último minuto da classificação dos EUA com a vitória sobre a Argélia no grupo C, as chances reais de classificação de todas as seleções do grupo D (Sérvia, Alemanha, Gana, Austrália) e as brigas concretas entre Espanha, Suíça e Chile no grupo H.

Também não se pode negar que algumas partidas das oitavas-de-final foram bem disputadas e até agradáveis de serem assistidas como foi o caso de Alemanha4X1Inglaterra, Argentina3X1México e Espanha1X0Portugal. Que pena, contudo, que tivemos um confronto tão enfadonho como Paraguai0X0Japão (e vitória nos pênaltis do Paraguai) para depreciar a imagem das oitavas-de-final.

Quartas-de-final

HolandaXBrasil
Partida que promete ser muito interessante, pois qualquer uma das seleções pode avançar de fase. O Brasil, com sua sólida defesa e a regularidade de atuações de Lúcio, pode barrar o forte ataque da Holanda com Sneijder, Kuyt, Robben e Van Persie, mas encontrará grandes dificuldades. Já o eficiente e talentosom e sistema ofensivo de Kaká, Robinho e Luis Fabiano te tudo para aproveitar o ponto fraco da seleção holandesa: a defesa
Palpite: Brasil2X1Holanda

UruguaiXGana
Com ceteza, o jogo mais curioso dessas quartas-de-final. Nenhum analista poderia imaginar que essas duas seleções chegariam tão longe na Copa. Gana por ter conseguido repetir os feitos de Camarões em 1990 e Senegal em 2002 e o Uruguai por ter recuperado um pouco de sua tradição ao voltar a uma fase decisiva depois de um longo tempo. Ambas as equipes destacam-se por um eficiente sistema defensivo, mas o fato de o Uruguai, em termos técnicos e ofensivos, ter mais opções deve fazer a diferença.
Palpite: Uruguai0X0Gana (prorrogação- Uruguai1X0Gana)

ArgentinaXAlemanha
Promessa de ser o melhor jogo da Copa até agora por reunir as 2 seleções que mais conseguem atuar de forma convincente. A Alemanha, é verdade, apresenta um jogo coletivo mais consistente com destaque para Lahm, Schweinsteiger, Ozil e Muller, mas a Argentina possui Lionel Messi, o atual melhor jogador do mundo. Messi ainda não marcou na Copa, por isso os deuses do futebol devem estar reservando algo especial e acredito que seja a classificação da sua seleção com uma atuação de gala do seu principal jogador.
Palpite: Argentina3X2Alemanha

EspanhaXParaguai
A seleção espanhola vem evoluindo desde a estreia quando perdeu para a Suíça, mas ainda está abaixo de todo o seu potencial, visto o baixo número gols marcados (6 gols em 4 jogos. Já o Paraguai vem apresentando uma equipe bem organizada e consciente de suas limitações, que, no entanto, acredito já ter chegado ao limite na Copa. Boa oportunidade para a Espanha deslanchar rumo às semi-finais.
Palpite: Espanha3X0Paraguai


Esportes- 2ª rodada da Copa do Mundo

A Jabulani agradece

A bola do Mundial da África finalmente começa a sorrir. A média de gols dessa segunda rodada, felizmente, subiu de 1,5 para 2,6 por jogo. Também pudemos acompanhar partidas mais abertas e melhores (Eslovênia2X2EUA, Argentina4X1Coréia do Sul, Camarões1X2Dinamarca, por exemplo) e com seleções mais interessadas em conquistar as vitórias do que em não arriscar sofrer uma derrota. Essa mudança se deveu a necessidade das equipes de, se almejassem bons resultados, jogarem mais ofensivamente. Claro que foi possível ocorrer algumas exceções, como o terrível jogo Inglaterra0X0Argélia.

Outro fator responsável pela melhora da qualidade das partidas foi a velocidade utilizada na realização das jogadas. Ao invés de lances cada vez mais cadenciados e presos na faixa central do campo, tivemos uma estratégia de maior rapidez explorando as laterais.

Além disso, essa Copa vem demonstrando alguns aspectos táticos interessantes. Ter uma maior porcentagem de posse de bola não significa, necessariamente, facilidade dentro do jogo até porque seleções que controlam a bola estão enfrentando dificuldades para furar defesas bem postadas (A Espanha vem sentindo esse problema, assim como a Argentina no primeiro tempo contra a Coréia do Sul). Também se deve notar que é nos contra-ataques que algumas equipes conseguem trabalhar melhor suas jogadas.

Um outro elemento tático é a recorrência de um mesmo esquema para muitas seleções: o 4-2-3-1 (a linha normal de quatro defensores, dois volantes e uma linha mais móvel de três jogadores atrás do atacante mais fixo). Esse sistema pode ser visto, por exemplo, no Brasil, Holanda, Alemanha, Portugal, França e no último jogo também na Espanha.

Analisando, agora, a situação das principais seleções desse Mundial vemos claras diferenças. A Argentina é aquela com maior regularidade e melhores atuações, apesar de uma defesa nem um pouco confiável; o Brasil mostrou evolução no jogo contra Costa do Marfim e convenceu; A Holanda teve vitórias seguras, apesar de não empolgar; a Espanha conquistou sua primeira vitória contra Honduras e ainda está abaixo do seu melhor futebol; a Alemanha mesmo tendo perdido para a Sérvia, vem jogando bem e deve se classificar em primeiro lugar do seu grupo; Portugal, depois de uma estreia difícil contra Costa do Marfim, fez a sua parte ao golear a Coréia do Norte; Itália e Inglaterra ainda não jogaram bem e se complicaram em seus grupos; e a França está na pior situação, por ter feito partidas sofríveis e estar numa das chaves mais difíceis da competição.

Resultados:

Grupo A
África do Sul0X3Uruguai
França0X2México

Grupo B
Argentina4X1Coréia do Sul
Grécia2X1Nigéria

Grupo C
Eslovênia2X2EUA
Inglaterra0X0Argélia

Grupo D
Alemanha0X1Sérvia
Gana1X1Austrália

Grupo E
Holanda1X0Japão
Camarões1X2Dinamarca

Grupo F
Eslováquia0X2Paraguai
Itália1X1N.Zelândia

Grupo G
Brasil3X1Costa do Marfim
Portugal7X0Coréia do Norte

Grupo H
Chile1X0Suíça
Espanha2X0Honduras


Esportes- 1ª rodada da Copa do Mundo

Coitada da Jabulani

Antes do início da Copa, muitos jogadores usaram vários termos para criticar a Jabulani, bola fabricada pela Adidas para o Mundial da África ("bola de supermecado", "sobrenatural", por exemplo). Porém, após os primeiros jogos quem tem motivos para reclamar de alguma coisa é a nossa querida Jabulani.

A primeira rodada teve a pior média de gols da história das Copas (1,5 gols por jogos), jogos muitos truncados com poucas emoções (Argélia0X1Eslovênia, França0X0Uruguai, Japão1X0Camarões e Nova Zelândia1X1Eslováquia não fazem falta nenhuma ao torneio) e equipes muito mais preocupadas em não perder, se fechando em suas defesas para tentar algo no contra-ataque, como a Dinamarca e o Paraguai.

Outra marca, no geral, desses 16 jogos iniciais foi a falta de um meia articulador das jogadas, cerebral e criativo capaz de um improviso e de liderar sua equipe. Nessa situação, houve o México trabalhando pelos lados do campo, mas sem um organizador mais centralizado e a Inglaterra, que se ressentiu das atuações apagadas de Frank Lampard e Steven Gerrard. Contudo, isso não foi regra: a Argentina contou com bons momentos armados por um Lionel Messi vindo de trás, a Holanda teve bons lampejos de Wesley Sneijder e, principalmente, a grande atuação da Alemanha com destaque para a revelação Mesut Özil.

Agora, tratando da atuação das potências houve alguma variedade: A Alemanha apresentou o melhor desempenho entre todas as seleções, Argentina e Holanda reuniram altos e baixos, Itália, Brasil, Inglaterra e Portugal ainda precisam de um algo a mais e, por isso, vem num nível abaixo e a França... melhor nem comentar. Já a Espanha foi algo único: até jogou bem, pressionou o tempo inteiro a Suíça (que vale a pena lembrar como é forte a sua defesa, não leva gols em Copa há mais de 8 horas) e cedeu espaços para o contra-ataque suíço, aproveitados para construir a vitória.

Bem, vamos esperar a segunda rodada para ver jogos mais abertos e a média de gols subir.

Resultados:

Grupo A
África do Sul1X1México
Uruguai0X0França

Grupo B
Argentina1X0Nigéria
Coréia do Sul2X0Grécia

Grupo C
Inglaterra1X1EUA
Argélia0X1Eslovênia

Grupo D
Sérvia0X1Gana
Alemanha4X0Austrália

Grupo E
Holanda2X0Dinamarca
Japão1X0Camarões

Grupo F
Itália1X1Paraguai
N.Zelândia1X1Eslováquia

Grupo G
C.Marfim0X0Portugal
Brasil2X1Coréia do Norte

Grupo H
Honduras0X1Chile
Espanha0X1Suíça


Esportes

Copa na África? Então, o título fica com o Brasil ou a Argentina.

Calma! Calma! Não tenho a pretensão de ser um vidente ou de dizer que as outras seleções não têm chances de conquistar a Copa do Mundo. Apenas olhando as estatísticas desse torneio, tenho uma tese de que o título acima pode realmente ocorrer.

Explicando a minha tese: em Copas do Mundo disputadas fora da Europa, nenhuma seleção européia, por enquanto, conquistou o caneco. Já houve 7 edições em que tais resultados se confirmaram: em 1930, no Uruguai, os anfitriões sagraram-se campeões; em 1950, no Brasil, os uruguaios chegaram ao bicampeonato; em 1962, no Chile, o Brasil obteve seu primeiro título; em 1970, no México, a seleção canarinho foi bicampeã; em 1978, na Argentina, os hermanos foram campeões; em 1986, no México novamente, a Argentina alcançou o bicampeonato; em 1994, nos EUA, atingimos o tetracampeonato; e em 2002, no Japão e na Coréia do Sul, o Brasil foi a primeira seleção pentacampeã.

Consequentemente, seleções européias só alcançaram o posto máximo das Copas em edições realizadas no continente europeu: por exemplo, em 2006, na Alemanha, a Itália foi campeã, em 1998, na França, o país-sede ganhou o caneco e em 1990, na Itália, a Alemanha sagrou-se obteve o título mundial.

As seleções sulamericanas, as únicas campeãs com exceção das européias, não possuem, teoricamente, esses regras graças ao Brasil. Realmente, Uruguai e Argentina só foram campeões no continente americano, porém o Brasil já conseguiu o troféu tanto na Europa (Suécia em 1958) como em outros continentes.

Agora, essa escrita gera 2 notícias: uma boa e outra ruim. A boa é que as chances de título do Brasil aumentam se esses números se mantiverem, a ruim é que dizem que escritas servem para ser quebradas. Só podemos esperar o dia 11 de julho para saber qual das 2 notícias vai prevalecer.

Obs: Os próximos posts sobre a Copa sairão por rodada.

E vai subir a bola!!!!




Esportes

Os maiores campeões decidem a NBA....de novo!!!


Pela décima segunda vez na história Lakers e Celtics, com ampla vantagem para Boston que venceu 9 das 11 finais até agora disputadas.

Nesta final, que começa na próxima quinta, os Lakers tem a vantagem de jogar uma a mais em casa por causa da melhor campanha. Comparando com a última final entre eles, em 2008, os Lakers mantém Pau Gasol (essencial), Derek Fisher, competente e experiente armador, Andrew Bynum, que não jogou a final anterior por estar machucado, o que pode mudar o resultado neste ano. A maior diferença dos Lakers é Ron Astert: o ala dá aos Lakers uma linha de tês e arremessos de quadra mais poderosos, uma grande melhoria no trabalho defensivo, além, é claro, do espetacular, sensacional, simplesmente genial, Kobe Bryant. Kobe parece vinho: quanto mais velho melhor. Com uma pós-temporada sensacional, Kobe tem tudo para levar os Lakers ao seu 16º título e encostar de vez nos Celtics.

Os Celtics mantém o mesmo time de 2008 com uma diferença crucial: ao contrário de 2008 quando era apenas um coadjuvante, Rajon Rondo hoje é essencial e dita o rítimo dos Celtics. Ele faz uma espetacular pós-temporada e vai junto com Kevin Garnet, sempre importante defensivamente (tentando parar Gasol) e ofensivamente (com belos arremessos de quadra e pontos no garrafão), Ray Alen, com suas bolas de três ( que pode dar o titulo aos Celtics) e Paul Pierce (pra mim um jogador completo) tentar dar o 18º título aos Celtics. Deêm seus palpites!!!

Ps: Meu palpite, 4-3 Lakers fazendo valer os mandos de quadra.
 
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